Conheça os colaboradores de “AFIM”, segundo disco solo de Zé Ibarra

12/12/2025

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Por: Ana Laura Pádua

Fotos: Divulgação

12/12/2025

Talvez uma das características mais brasileiras da nossa música seja a colaboração — a ideia de que um disco nasce do encontro de muitas mãos. Em AFIM (2025), segundo álbum de Zé Ibarra, essa essência fica em evidência, pois, das oito faixas, apenas duas são assinadas exclusivamente pelo artista. Todas as demais surgem de parcerias que ampliam o alcance criativo do trabalho.

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Há composições de Sophia Chablau, Maria Beraldo, Ítallo França, além de colaborações com Dora Morelenbaum e Tom Veloso. A produção musical e a direção artística também são compartilhadas: Lucas Nunes divide com Zé Ibarra a condução do álbum.  

Ao lado do coprodutor, Zé reúne um time de músicos de peso: Alberto Continentino no baixo; Daniel Conceição e Thomas Harres na bateria e percussões; Rodrigo Pacato nas percussões adicionais; Chico Lira no Fender Rhodes; e Guilherme Lirio na guitarra.

A seguir, você conhece mais sobre cada um dos compositores do álbum, disponível em vinil na assinatura do NOIZE Record Club.

Sophia Chablau

A cantora, compositora e guitarrista paulistana é autora de “Segredo”, faixa lançada originalmente no segundo disco da banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, Música do Esquecimento (2023). Além dessa canção, ela assina “Hexagrama 28”, a música de encerramento de AFIM: “Achei que fazia sentido finalizar o disco com ela, brincando sobre falar ou não falar de amor. Ela também traz coisas que eu gostaria de dizer. Tem frases como: ‘Eu sou frágil pra caralho’. Coisas que a gente sente, mas que a fama e a posição do artista não nos permite comunicar”, conta Zé Ibarra. Sophia também integra o grupo Besouro Mulher e mais recente, e ao lado de Felipe Vaqueiro, apresentou o álbum Handycam (2025).

Maria Beraldo

A cantora, compositora e clarinetista é autora da labiríntica “Da Menor Importância”, apresentada pela primeira vez no disco Cavala (2017). “Essa faixa foi selecionada para dar um susto e me colocar como múltiplo. Também é uma canção que me atualiza em termos poéticos. Me identifiquei com essa letra e, para mim, foi importante cantar para dar alguma opinião sobre esse tema: fluidez de gênero na vida e na música”, pontua o artista. Maria Beraldo integrou a banda de Arrigo Barnabé, é fundadora do grupo Quartabê e soma experiência como diretora musical no teatro. No ano passado, apresentou o segundo trabalho solo, Colinho.

Ítallo França

“Retrato de Maria Lúcia” faz parte de Tarde no Walkiria (2023), terceiro disco do músico alagoano, e na versão original, conta com participação de Marina Nemésio. “Ela é a grande canção do disco e se conecta com o Marquês 256. (2023). Porque ela só tem violão, foi feita de uma maneira muito simples e dá ênfase na minha voz”, reflete o cantor carioca. A conexão entre eles vem do apreço pela tradição da canção. Antes de se aventurar solo, Ítallo participou do projeto Alfabeto Numérico e, já neste ano, apresentou a canção “A dois”, em parceria com Renato Frei.

Dora Morelenbaum

“Essa Confusão” marca o encontro de Zé Ibarra com sua companheira de Bala Desejo, Dora Morelenbaum. Filha dos músicos Paula e Jaques Morelenbaum, que integraram a banda de Tom Jobim, Dora cresceu imersa em música e segue expandindo esse legado com personalidade própria. Após o sucesso com o grupo vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo pelo disco SIM SIM SIM (2022) – a artista decidiu seguir também em carreira solo. Em 2024, lançou seu primeiro álbum autoral, PIQUE, que também conta com uma versão da música assinada a quatro mãos. “Foi de um verso dela que tirei o nome AFIM, porque no final da música a gente fala: “Quero te fazer ficar afim”. É um ato de sedução, afirmação, coragem e aposta”, reflete o músico. 

Tom Veloso

Caçula de Caetano Veloso e Paula Lavigne, Tom Veloso é cantor, compositor e instrumentista. “‘Morena” tem uma das melodias mais lindas que já ouvi em um refrão. A letra também é bonita, mas o que chama mais atenção é esse refrão, quando ele chega, ninguém fica imune. Sempre tento buscar melodias icônicas e inesquecíveis. Uma canção que toca fundo na emoção”, pontua Zé Ibarra. Amigos de longa data, dividiam a banda Dônica, junto de Lucas Nunes, Miguel Guimarães (Miguima) e Deco Almeida. Tom também integrou a turnê que resultou no álbum Ofertório Ao Vivo (2018), projeto em que Caetano se reúne com os filhos. A sua contribuição mais recente, “Salvador”, faz parte do disco Boas Novas (2025), de Zeca Veloso. 

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12/12/2025

Ana Laura Pádua