Discoteca básica: 5 discos que mais influenciaram Zé Ibarra

17/12/2025

The specified slider id does not exist.

Powered by WP Bannerize

Avatar photo

Por: Erick Bonder

Fotos: Divulgação

17/12/2025

A formação do músico passa pela MPB e pelo jazz. Da música pop, ele busca se comunicar com audiências maiores. Já da música experimental, bebe da vontade de dialogar com a cena contemporânea internacional. Essas diversas fontes compõem o mosaico sonoro de AFIM. 

*

LP disponível em vinil na assinatura do NOIZE Record Club.

Super Trouper (1980)Abba

Eles são um norte. Ouvi muito a minha vida inteira, acho Abba perfeito. Em termos de música pop, tento chegar no que eles já fizeram. Os temas das músicas são geniais, é tudo muito explícito. Tecnicamente, é tudo na mira, eficiente, não tem nenhuma nota fora. Acho sensacional. E em termos de voz também tem muito a ver com o que eu amo, aquelas harmonias vocais incríveis.

Suite Bergamasque (1905) – Claude Debussy

Recentemente, estava andando no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e botei para tocar depois de muito tempo. Me emocionei, porque percebi o quanto da minha inspiração também vem daí. Em termos de música clássica, nada é por acaso, nenhuma nota, nenhuma transição. É muito bonito ver uma harmonia perfeita sendo alcançada. E Suite Bergamasque ainda tem “Claire de Lune”, que é impecável.

Time Out (1959) – Dave Brubeck

Eu já morria de paixão com o Time Out aos quatro anos de idade. É um milagre musical: as melodias, harmonias e ritmos. Ouço diariamente até hoje. 24 anos sem parar. Tem um valor infinito na minha formação musical, muito importante para que eu virasse músico. 

Elis e Tom (1974) – Elis Regina e Tom Jobim

Álbum de formação total. Um dos discos da minha vida. Foi uma fundação. Quando era criança, pedi esse álbum de aniversário para minha mãe. Na verdade, queria a música, mas ela falou que não era a música que se vende, mas o disco. Essas músicas programaram minha cabeça em tudo que tem a ver com canções bem arranjadas e elegantes. Grooves perfeitos, timbres perfeitos, interpretações perfeitas, economia de melodias. Os dois foram gênios absurdos nesse disco.

RELA (2024) – Negro Leo

É um álbum com sonoridade contemporânea, que fala de questões contemporâneas, como aplicativos de encontro. No final das contas, está falando sobre amor, sobre o novo amor do século XXI. Questionando sobre o que é tudo isso. O Negro Leo mistura tudo: jazz com carimbó, brega com funk, trap com boi do Maranhão. Melodias inusitadas, atitude irreverente, usando palavras da vida atual. Gênio total. 

Maria Esmeralda (2024) – Thalin, Cravinhos, VCR Slim, Pirlo e iloveyouangelo

Fiquei muito impressionado com a potência lírica desse disco. É uma ficção. Inventaram a história da Maria Esmeralda de uma forma genuína. É bonito ver essa capacidade criativa. E os vocais do Thalin, com a produção da galera, é muito impactante e também me influencia muito.

IGOR (2019) – Tyler the Creator

Acho a galera do rap muito foda. E o Tyler é uma mistura musical incrível. Ele é contemporâneo, incisivo e explícito. Os beats dele tem jazz, disco music, e mais mil referências. Meu gosto musical passa muito por essas fusões inusitadas. Gosto de trabalhos amplos, que falam sobre o mundo todo, ao mesmo tempo em que são inspirados em questões pessoais. Acho que isso torna o Tyler universal. 

17/12/2025

Avatar photo

Erick Bonder