Timbres não mentem jamais, mas podem confundir. No que pode parecer uma tentativa de fazer lado ao Sétima Efervescência e a sua ex-Graforréia Xilarmônica de uma vez só, Birck mistura ie-ie-iê, jovem guarda psicodélica, música atonal e compassos pouco convencionais, de maneira que quase todas as faixas têm seu momento dançante e sua passagem esquizo. O resultado não é nem a “próxima efervescência”, nem outra graforréia, mas uma mistura do experimental e do pop, do erudito e do rock’n’roll que a turma de Birck fez e continua fazendo como poucos.
Por: Revista NOIZE
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