NandaTsunami evoca o poder da manifestação no videoclipe de “Faço Acontecer”

23/02/2026

The specified slider id does not exist.

Powered by WP Bannerize

Avatar photo

Por: Isabela Yu

Fotos: Divulgação

23/02/2026

NandaTsunami acredita no poder da manifestação. Com pouco mais de cinco anos de carreira, ela viu seu nome decolar após o lançamento do disco É Disso Que Me Alimento, em julho do ano passado. A rapper paulistana jogou para o universo que queria entrar no programa Radar, do Spotify, e, dito e feito. Coisa de bruxaria? Talvez seja o talento para a rima, mas nunca se sabe.

*

“Será que um dia seria artista Radar? Recebi o convite um mês depois”, conta NandaTsunami. O programa da plataforma de streaming apoia novos artistas, sendo que mais de mil nomes ganharam suporte da empresa desde 2020. No caso da rapper, o endosso veio em forma de videoclipe, o primeiro produzido pelo Spotify no país. 

Nomes como Marina Sena, Veigh e Gilsons já foram embaixadores do programa, que visa destacar quem está em ascensão no mercado. Para Carolina Alzuguir, head de música do Spotify Brasil, o Radar é um dos maiores orgulhos da equipe: “Identificamos e impulsionamos artistas emergentes, nomes que já são uma realidade mas não têm a estrutura que gostariam. Vemos como o programa gera um impacto positivo em suas carreiras”. 

Não à toa, “Faço Acontecer”, cujo videoclipe ficou uma semana em exibição exclusiva no aplicativo antes de desembarcar em outras plataformas, fala exatamente sobre materializar sonhos. “O Spotify apareceu no momento em que eu imaginava coisas grandes, mas não tinha o poder de realizá-las. Eles trouxeram o suporte para viabilizar o clipe que desejei por muito tempo, tanto em recursos quanto em ajuda criativa e durante a campanha de divulgação. Isso é muito importante para esse momento da minha carreira”, divide a rapper.

Com 25 anos, a MC começou na música como designer de joias para outras rappers, antes de cruzar a fronteira dos bastidores para o palco. Basta ver seu visual no videoclipe para sacar como a moda é coisa séria em seu universo. Elaborado com a diretora Asaph Agatha Luccas, NandaTsunami caminha pelo centro de São Paulo em meio a discussões e desentendimentos, mas como uma feiticeira, ela muda aquelas realidades. 

“‘Faço Acontecer’ representa o poder pessoal, a ideia de que você sabe que tem o que é necessário para mudar a sua própria realidade. Conforme a música se repete, ela entra no nosso cérebro e a gente começa a acreditar naquilo. Queria fazer uma música que trouxesse isso para as pessoas, a sensação de materialização e poder pessoal”.

Ano passado foi uma virada de chave para ela, não só pelo primeiro disco, mas por ver seu nome pulverizado em outras rodas. Na hora de aceitar o prêmio de artista revelação do WME, Ebony a citou após criticar o mercado da música: “Quanto uma mulher negra do rap precisa conquistar para ser revelação? Peço que a indústria apoie as verdadeiras revelações, como a Afreekassia, Ciça, Torya. E por isso eu dedico esse prêmio à verdadeira revelação do rap de 2025, NandaTsunami”. 

O discurso viralizou nas redes sociais por cutucar o racismo da indústria. Com milhares de ouvintes e três discos, Ebony está longe de ser uma aposta. Como NandaTsunami reagiu à menção? “O que ela falou é muito válido. Sou fã da Ebony desde 2019 e a vejo realizando grandes coisas. Então, qual é essa régua? Me pegou de surpresa saber que ela está acompanhando a minha caminhada. Como eu sou apenas uma menina, eu estava num dia muito cabisbaixo, então fiquei emocionada”. 

Inclusive, para abrir o show do disco KM2 (2025), em 10/4, na Audio, Ebony convocou Ciça e NandaTsunami, em uma noite que promete ser um marco para o rap nacional. Antes disso, a paulistana terá duas apresentações esgotadas na Casa Natura Musical, em 19 e 20 de março, acompanhada de CAE e Tevito. Tem que acompanhar a cantora de perto, se não a onda leva. 

23/02/2026

Avatar photo

Isabela Yu