Shury estreia com EP dedicado à Baixada Fluminense, misturando funk e hip hop

06/02/2026

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Por: Revista NOIZE

Fotos: Caroline Santos

06/02/2026

Lançado no fim de janeiro, Código de Rua (2026) é a estreia da carioca  Shury. Para dar vida ao trabalho, a cantora voltou às origens, revisitando suas memórias em Duque de Caxias, cidade da Baixada Fluminense em que cresceu. 

Produzido por Biggie Diehl e com participação de MC Martina na faixa “Do Lado de Cá”, o projeto usa o rap como fio condutor, mas, de forma natural, também incorpora elementos do funk e do trap. Todos os visualizers foram gravados no Vidigal, também Rio de Janeiro. 

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Código de Rua pode ser sua estreia, mas a rapper de 26 anos acumula cinco anos de trajetória no hip hop, reunindo colaborações com Ebony, em “Elas Pintam”, e participação no programa On The Radar Radio, em Nova York, que reuniu novos talentos da cena. 

“O EP fala sobre a bênção que é realizar sonhos sendo uma mulher preta e periférica. Comecei a trabalhar cedo para conquistar minha independência. Ouvir pessoas dizendo que se sentem representadas por mim e pelo meu trabalho só me dá mais certeza de que estou no caminho certo. Não posso parar, nem por mim, nem pelos meus, nem por eles”, comenta a artista.

Confira Código de Rua faixa a faixa:

“Do Lado de Cá”: a primeira faixa abre o projeto apresentando o território e a vivência. Convido a MC Martina, que chega com uma poesia crua e necessária, falando da violência que atravessa nossos corpos todos os dias na favela. É um retrato direto, sem filtro, de quem vive do lado de cá.

“Os 100”: o título vem de uma expressão usada na comunidade que carrega um peso simbólico: ter “os 100” é sustentar a própria verdade, é ser coerente entre fala e atitude. É uma música inspirada no que vivi e no lugar onde nasci e cresci, ela surgiu de um momento marcante, em que eu me vi diante de uma situação que exigiu posicionamento, postura e a minha verdade. Esse single é sobre postura, caráter e sobre não abaixar a cabeça.

“Porradeiro Frenético”: mesmo em meio ao caos, eu também vivo o amor, me apaixono. Isso aparece nessa, que fala de um romance sigiloso, da conexão entre duas pessoas que torcem pro mesmo time e se encontram toda quarta-feira, num bar distante de tudo, pra viver o momento. A escolha de ser só um dia na semana reflete minha realidade: a vida é corrida e meu foco está no que vai definir meu futuro.

“Faina”: o EP também fala sobre a bênção que é estar presente realizando sonhos sendo uma mulher preta e periférica. Comecei a trabalhar cedo para conquistar minha independência. Minha mãe sempre foi base, correu pra que hoje eu pudesse andar. E ouvir pessoas dizendo que se sentem representadas por mim e pelo meu trabalho só me dá mais certeza de que estou no caminho certo e que eu não posso parar, nem por mim, nem pelos meus, nem por eles.

“A Melhor”: pra fechar, essa é sobre presença, amizade e a liberdade da escolha de quem chega perto. O EP termina do mesmo jeito que começa: com identidade, firmeza e verdade.

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06/02/2026

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