Você já se perguntou como é feito um disco de vinil? Os LPs passam por um momento de glória desde o lançamento do primeiro exemplar, em 1948. Esses objetos que, por um período, foram deixados de lado, voltaram com tudo para as casas dos colecionadores, o que se reflete no aumento das vendas, no Brasil e no mundo.
O material que colocamos em nossos aparelhos de som é feito a partir da prensagem de policloreto de vinila, mais conhecido como PVC (sim, o mesmo material dos canos utilizados na construção civil para fins hidráulicos). Já para os discos, esse material chega às fábricas de discos no formato de grãos para ser convertido em uma massa moldável que, ao ser pressionada com uma força de mais de uma tonelada, passa a ter as gravações necessárias para a música ser reproduzida.
Primeiro, a masterização
Antes de tudo, é preciso analisar o material sonoro que vai entrar em cada bolacha. O áudio original passa por um processo de masterização específico para o vinil, seja num álbum novo ou numa remasterização de disco antigo. Isso acontece porque, diferente do digital, cada frequência sonora ocupa espaço físico na superfície do LP — os graves, por exemplo, precisam de sulcos mais fundos e largos. Por isso, é necessário criar uma master dedicada ao formato para garantir o melhor resultado. Saiba mais sobre a masterização para vinil aqui.
Na fábrica: um vinil em 5 passos
Antes de ser vinil, há um molde macio de alumínio revestido por nitrocelulose, também chamado de acetato, no qual são gravadas as músicas do disco a ser prensado a partir de ranhuras microscópicas.
O passo seguinte é a galvanoplastia. Durante essa etapa, o acetato passa por um processo químico de metalização e um banho de níquel. É aqui que se forma a matriz, que, posteriormente, será colocada na máquina de prensa, aplicando as ranhuras para que os discos possam reproduzir as músicas.
Antes de ser prensado, o PVC é aquecido para que os grânulos se tornem uma massa maleável. Ao serem colocadas na prensa, as bolachas, como são chamadas as massas nesse estágio do processo, recebem os selos que vemos no meio dos discos e são, então, pressionadas até ficarem com as ranhuras a partir das quais ouvimos as músicas. Após a retirada das prensas, os discos passam por uma máquina responsável pelo acabamento do produto; ali são retiradas as rebarbas, por exemplo.
Depois de todos esses processos, os discos descansam por um dia, para que todas as moléculas se acomodem de maneira natural após a fabricação.
Cores e valores
Os grânulos de PVC são transparentes e rígidos em sua forma mais pura. Para que essa matéria-prima se transforme em um disco, durante a pensagem, são adicionados estabilizantes térmicos, lubrificantes e pigmentos, responsáveis pela pigmentação que vemos em discos coloridos. O mais clássico, preto, é feito a partir da adição de pó de carvão, mas os discos podem ser tingidos de qualquer cor.
Há ainda os discos que possuem algum líquido dentro, como uma edição do mais recente álbum de Lady Gaga, Mayhem (2025), um item de colecionador que pode ter preços mais elevados. Para isso, durante o processo de fabricação, um líquido é injetado entre as duas metades do produto, coladas manualmente. Vale ressaltar que esse tipo de disco pode ter o som alterado em relação aos discos tradicionais.
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