Kylie Minogue: saiba tudo sobre “Kylie”, nova série da Netflix, para assistir no aniversário da cantora

28/05/2026

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Por: Lucas Cassoli

Fotos: Reprodução/Netflix

KYLIE, série documental em três episódios dirigida por Michael Harte, estreou na Netflix — a pedida perfeita para assistir nesta quinta (28/5), no aniversário de 58 anos da australiana. A série narra as diversas facetas de Kylie Minogue, desde a trajetória como atriz na Austrália, na novela de sucesso Neighbours (1985), até a ascensão como estrela internacional do pop. Narrado de uma forma sensível pela própria artista, o documentário apresenta registros que permitem contar uma nova história sobre Kylie.

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Para além dos discos no top 10 da Billboard, Grammys, turnês esgotadas, há um interesse em também narrar a contrapartida – o peso disso em seu corpo. Com depoimentos da irmã Danii Minogue, do ex-namorado e parceiro de cena Jason Donovan e até de Nick Cave, a série mostra momentos difíceis na luta de Kylie Minogue contra o câncer. As lutas e as glórias da artista estão presentes nesta história.

A Noize assistiu e seleciona cinco pontos altos da série. Confira:


1. Narrativa Não Linear

Contar a história de uma artista do tamanho de Kylie Minogue é um desafio. Não apenas pela quantidade de eventos e méritos a serem narrados, mas porque são muitas perspectivas em jogo. O documentário, ao invés de começar pela infância e vir até hoje, faz jogos interessantes de edição, fazendo com que a história de Kylie seja atravessada recontada de maneira que não simplesmente cronológica. Seu ponto de partida, por exemplo, é a primeira vez em que gravou um single — o hit de estreia “I Should Be So Lucky”. Só depois vamos saber que ela já tinha uma carreira consolidada como estrela do teen drama Neighbours. Esta escolha reforça a posição que Kylie sentiu no início de sua carreira, de querer ser reconhecida pela música. O documentário ganha um tom que reafirma a própria convicção de Kylie.

2. As diferentes eras de Kylie

O documentário acompanha a carreira de Kylie e todos os desdobramentos estéticos que a obra teve ao longo dos anos. É curioso ver como cada era da cantora foi minuciosamente registrada e preservada em vídeos e fotografias. Desde os anos 80, com uma sonoridade à la Madonna e uma atitude romântica, passando pelos anos 90 e os experimentos como a música indie e disco, chegando até o pop dos dias atuais, no qual todos esses elementos estão em diálogo. Ver isso atravessado pelos acontecimentos pessoais de sua vida também mostra como a fama não está dissociada da vida privada e como as letras  da cantora eram um reflexo daquilo que Kylie vivia na indústria.

3. Os relacionamentos com rockstars

A série mergulha no processo criativo de Kylie a partir de dois relacionamentos decisivos: a conexão afetuosa com Nick Cave, que rendeu a parceria em “Where the Wild Roses Grow” com o Nick Cave & The Bad Seeds, e o namoro com Michael Hutchence, vocalista do INXS — a quem ela classifica como “o primeiro tudo”. Essa paixão arrebatadora a levou a repensar sua sonoridade e a forma como enxergava a si mesma e sua obra.

A cena que mostra Cave a levando a um sarau de poesia também é impagável.

A história de Kylie é contada pela perspectiva de uma artista que ganhou liberdade criativa a partir do momento em que começou a se impor e a compor a própria história. É um belo relato de como a arte e a vida não se separam.

4. Os laços familiares profundos

Há muitas cenas que mostram a relação próxima de Kylie com seus familiares, principalmente a irmã, Danii Minogue, com quem compartilhava as pressões da fama, as duras críticas da imprensa e o tratamento de Kylie contra o câncer.

Cenas reunidas com os pais também mostram a forte rede de apoio que uma artista global precisa ter, frente ao discurso incessante da produção de conteúdo oportunista. O documentário também aborda como as primeiras críticas que a cantora recebeu, ainda adolescente,impactaram sua vida, especialmente na insegurança em relação ao talento e ao proprio corpo.


5. O apoio da comunidade LGBTQIAPN+

Durante os anos 90, com a mídia cada vez mais invasiva, Kylie encontrou um apoio incondicional nos bailes drag e clubes noturnos. Essa comunidade abraçou Kylie, tornando suas músicas hinos indispensáveis das pistas de dança — como “I Should Be So Lucky”, “In Your Eyes”, “Can´t Get You Out of My Head” e a ode ao amor em “All The Lovers”. É bonito ver, na série, como a comunidade a abraçou por também entender a pressão de ser quem não se é.

Sendo ou não fã da cantora, vale assistir.

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