Na última quinta (7/5), rolou mais uma edição do Release Hour NRC, desta vez, no Hi-Fi Community, em São Paulo. O evento recebeu Seu Jorge para falar sobre The Other Side, álbum lançado na semana passada que vai ganhar uma edição em vinil pelo Noize Record Club (saiba como garantir o seu aqui). Durante a noite, jornalistas e convidados prestigiaram um bate-papo entre o artista e os membros da curadoria do NRC, Rafael Rocha (co-fundador e diretor criativo da Noize) e Isabela Yu (editora da Revista Noize).
Lapidado ao longo de 16 anos, The Other Side já recebeu boas críticas de veículos especializados. Para Seu Jorge, o disco é uma celebração à música brasileira, um álbum feito também para quem é de fora reconhecer todo o talento musical que há no país.
“Tivemos a participação de Miguel Atwood-Ferguson, que criou arranjos maravilhosos”, disse o cantor. “Quero também saudar [o produtor e arranjador] Pedro Dom, grande parceiro que gravou coisas com a gente e hoje reside em LA. E todos os amigos que foram passando por esse disco ao longo desses 16 anos. No fim, é um trabalho que nunca teve compromisso com o mercado — e ainda não tem. O compromisso dele é com a música, com a beleza e com a poesia”, disse ele.
Seu Jorge também contou curiosidades sobre o processo de gravação do The Other Side, feito nos estúdios do Amor In Sound, de Mario Caldato Jr e Samantha Caldato em Los Angeles, além de falar sobre a escolha do repertório, que inclui duas composições de Marcio Borges; “Crença”, gravada originalmente em Travessia (1967), de Milton Nascimento, e “Vento de Maio”, gravada em dueto com Marisa Rita, canção que já passou pelas vozes de Lô Borges e de Elis Regina, mãe da cantora. A tracklist ainda inclui estão “Caboclo”, de Arthur Verocai e Vitor Martins; “Luz da Escuridão” e “Flor de Laranjeira”, de Cezar Mendes e Jose Carlos Capinam.
“Nós nascemos no país de Vinicius de Moraes, Pixinguinha, de Antonio Carlos Jobim, João Gilberto. De Milton Nascimento, Caetano e Gil. Na minha opinião, é o topo da cadeia mundial da música. O Brasil é o máximo”, disse.
Durante a noite, os convidados ainda puderam aproveitar o buffet do restaurante Dalva e Dito, além de curtir a discotecagem da DJ Linda Green. Agradecimentos especiais também à produtora Black Service, que ajudou a tornar o evento ainda mais especial.